Carta à Amy e um toque a você que não se manca




E aí, gata? Loucura, né? A primeira vez que te ouvi não foi pelos acordes de Rehab (que me fez cantar a valer e chorar de rir, sem ter a menor ideia do teu drama...). Um ex-professor de canto me pegou no contrapé e me fez traduzir uma música sua... Nem me lembro, mas tinha um monte de palavrão e frases cruas, dessas de gueto mesmo, ditas com uma verdade e uma voz tão "de verdade" que ali me pareceu ter algo singular. Meu professor também padecia de uma questão de saúde gravíssima. E eu ali, no meio de dois "malditos", com minha própria compulsão. Anyway, conversamos um bocado sobre você and I was stung.

Então... aí aconteceu tudo isso. Um dia, disse algo como "está todo mundo esperando para ver quando será". Mas, olha, eu torcia para que nunca fosse. Muito longe do glamour mórbido do Clube dos 27, o que eu queria mesmo era que você produzisse mais, era te sorver mais um pouquinho, sabe? De cara limpa mesmo.

E vem a Rosana Hermann e escreve este post. E você precisa saber que, "guardadas as devidas proporções", entendo o que te acontecia. Tenho dificuldade em manter o peso. A vida toda foi assim e já houve épocas em que consegui, por longuíssimos períodos de tempo, ficar longe da tentação mais próxima. Então, comecei a perceber, muito recentemente, que não tem a ver só com força de vontade (como afirmou a querida Rô). Assim como quem fuma, tem um chipzinho aqui dentro que nos leva a um ímpeto muito difícil de controlar. E aí você traga, cheira, bebe ou nhoc!

Foi importante perceber isso. Deu medo também. No meu caso, tenho um histórico até positivo e nenhuma doença relacionada. É questão de ficar atenta e não deixar a peteca cair mesmo. Mas, aí eu te vi despencar... Doeu, meu. Cara, como doeu! Porque você, em um mar de Lady Gagas da vida, era o real deal, sabe? Um fio de esperança em meio a tanta mediocridade e pseudo-divas de gravadora.

Muito cedo, Amy! Eu queria mais!

Resolvi te fazer uma homenagem my way. Hoje, me levantei, passei na farmácia, me pesei e retomei meu Vigilantes (que me ajudou pra caramba no ano passado). Não é regime de segunda-feira, até porque o Vigilantes do Peso é um curso de reeducação alimentar e o que me motiva são as vitórias que consigo a longo, bem longo prazo. Mas, a questão agora envolve um outro ingrediente. Cada passo, conversando comigo mesma, fui tomando ciência de que era como aquele gole que podia ter sido evitado, aquela cheirada, ou aquela barra enorme de chocolate que eu mesma já atirei no lixo, intacta, em tempos passados.

E vejam que dureza, senhores, a dita barra me foi presenteada por uma das pessoas mais queridas da minha vida. Assim como aquele pedaço enorme de bolo de aniversário que te dão, sem pensar duas vezes, e ainda dizem: este é especialmente para você! "Com todo carinho do mundo". Decidi estar consciente. Quando você conhece as armadilhas, controlar se transforma numa possibilidade mais palpável. Vou continuar minha homenagem a você, querida. E continuará sendo dia após dia, como até hoje.

E que pare de encher o saco quem não tem a mínima ideia do que é ser assim. Amy Winehouse sucumbiu, não conseguiu, e o melhor que você faz nessa hora é recolher esse dedo podre e se mirar no espelho. Pode ser que, para sua desagradável surpresa, descubra um "bolo-de-noiva" bem em cima da sua cabeça.


Onde a cara-de-pau pode nos levar? Ao universo particular de Eduardo Ferrari em "Só em Beagá"




A bela Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, um dos cenários retratados pelo autor

Cara dura. A minha (ué, mas não é disso que é feito o jornalista?). De abordar o jornalista mineiro Eduardo Ferrari em seu Twitter e pedir um exemplar de seu livro "Só em Beagá – Crônicas e Reportagens sob o olhar de uma cidade", depois de saber da existência do mesmo, nas informações de seu gravatar.

Fã da capital mineira (e vocês que acompanham o BABEL.com já o sabem há tempos), qual não foi a minha mais grata surpresa ao descobrir em Eduardo uma figura extremamente generosa, e, em seu livro, uma visão muito particular de uma Belo Horizonte que conheci e de outra, totalmente relevadora para mim? Eduardo é tão bacana que, em vez de sugerir a compra do livro, ainda enviou mais três exemplares para os meus amigos Wander Veroni, Elisandra Amâncio e Flávya Pereira que "ficaram doidos com" a obra, quando lhes mostrei meu precioso presente.





"Só em Beagá" é um livro de mais de cem crônicas, que foram publicadas durante dois anos no blog homônimo. "Era um blog que virou livro", conta Eduardo e emenda que, nele, mostra uma visão bem particular e crítica da capital mineira, ao contrário do que se poderia esperar. Eu diria que mais que crítico, "Só em Beagá" é, por muitas vezes, denunciativo.


De olhos bem abertos

Reli, nas páginas do livro, o que já tinha ouvido da boca de outros amigos jornalistas, ao redor de uma mesa de um bar no Maleta (na verdade, na "Cantina do Lucas"), no centro da cidade. Descobri (pasmem!), naquele mesmo dezembro de 2008, exatamente um dia após o lançamento do livro (do qual eu não sabia à época - estava em BH para dar uma palestra sobre redes sociais), que a imprensa mineira tinha "cabresto". E tardiamente, pelo que parece. Fiquei surpresa ao me dar conta de que o fato já era de conhecimento da imprensa nacional. Mas, como assim? Logo os inconfidentes? Não me restou opção a não ser fazer uma denúncia ao meu próprio estilo. Ferrari reitera, ipsis litteris, o que tanto me espantou naquela noite.




"Perdidos no espaço": em alusão ao seriado que contava as aventuras da família Robinson no espaço

Os problemas urbanos também estão contemplados em "Só em Beagá". No capítulo "A Cidade da Razão", o jornalista aponta o dedo, de forma bastante direta, para as questões difíceis que a cidade enfrenta, sejam as intermitentes, como as tragédias que as enchentes provocam quando assolam a capital, até as construções que acabaram se perdendo por mau planejamento, como a torre do Shopping Alta Vila (onde está o segundo Hard Rock Café do Brasil), um "símbolo do fracasso", na opinião do autor. E segue a flecha em direção à questão dos vários rios que foram sufocados debaixo da cidade e transformados em tubos de esgotos e também aos lugares tradicionais que deram lugar a empreendimentos menos charmosos, em nome do progresso.


"Tricks or treats"*





Mas, muito além do gosto amargo (e necessário) de todas estas crônicas, está também uma Belo Horizonte lúdica, que pertence ao passado e memórias que Ferrari traz desde menino. Este lado (obviamente, desconhecido para mim) nos faz viajar por uma cidade que quase não existe mais e um cotidiano que só quem tem raízes ali pode descrever. Conheci uma outra BH e me apeguei um pouquinho mais ao município tido como primeira urbe planejada do Brasil. Porque não se pode esquecer que BH tem apenas 114 anos de vida. Foi construída com o propósito de substituir Ouro Preto em sua função de capital do estado e de trazer os ares da modernidade da recém-inaugurada República para as montanhas das Geraes.


"Punch quintanesco"

Não sei se de propósito, por inspiração ou obra dos deuses da poesia, mas a crônica que encerra "Só em Beagá" tem o que eu costumo chamar de "punch quintanesco". É aquela surpresa (que vem como um soco na boca do estômago) que você tem ao chegar ao desfecho de alguns poemas de Mário Quintana (pertencente ao meu top 4 dos maiores no gênero), o "Poeminha do Contra", por exemplo.

Eduardo narra sua amizade com um "personagem" de uma pequena cidade do interior de Minas, que bem poderia ser o José ou aquele pai do vestido vermelho... Eu prefiro pensar que o autor resolveu dedicar a sua canção amiga a esta pessoa querida que fez toda diferença naquele contexto. E, como eu não vou ter a ousadia de revelar nem mais uma palavra (no spoilers neste post), peço ao leitor que permita que Ferrari o conduza através de BH a partir da página 1, tendo a certeza de que a última linha vai fazer você querer também percorrer a encantada capital mineira e criar, ali, as suas próprias memórias.



*Alusão à expressão em inglês, utilizada no Halloween, onde as crianças, por todos os Estados Unidos, saem às ruas, vestidos de monstros e bruxas, para pedir doces (treats) ou - caso não os recebam - penalizar os vizinhos com suas travessuras (tricks). É também o nome do capítulo em que o autor conta suas reminicências de infância.


Mais sobre o autor: Eduardo Ferrari é escritor, formado em jornalismo pela PUC-MG e com MBA em Marketing pela UFMG. É autor dos livros “Só em Beagá – Crônicas e Reportagens sob o olhar de uma cidade” (http://soembeaga.blog.com) e “Interlocutores – Desafios e Oportunidades na Relação com a Imprensa” (http://interlocutores.wordpress.com). Se quiser adquirir o livro, aqui está a relação de livrarias onde pode encontrá-lo.








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6o. Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI: Destaques e o que melhorar


De 30 de junho a 2 de julho, aconteceu em São Paulo o 6o. Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da ABRAJI, na Universidade Anhembi-Morumbi, com recorde de participação de público (mais de 800 pessoas, entre profissionais - 42,5% - e estudantes - 57.5% - compareceram ao evento).

A sexta edição do congresso contou com 125 palestrantes (locais e de outros países) e moderadores, responsáveis por 69 cursos e painéis (veja lista completa aqui). Depois de uma semaninha corrida para colocar a vida em dia (foram três dias de completa imersão), o BABEL.com vem contar para vocês o que rolou de melhor e pior este ano.


Pontos altos:

As palestras que pude assistir foram escolhidas com base no trabalho que desempenho na internet e como assessora de comunicação. Nesse nicho, o destaque fica por conta da apresentação "Em tempo real: o desafio de garantir a qualidade da informação na velocidade da internet", de Luciano Suassuna (diretor de Jornalismo do Portal iG) e Márcia Menezes (editora-chefe e uma das responsáveis pela criação do portal G1) - o Babel fez um registro em vídeo que merecerá um post à parte.




Os palestrantes pontuaram, entre outras coisas, que o jornalismo online não perde para o impresso em qualidade e ainda ganha desse veículo no que diz respeito à agilidade na transmissão das notícias. Segundo Suassuna, "Em função da velocidade, quem tem um problema de qualidade hoje é o impresso e não o online." Com exemplos que tentaram comprovar a superioridade da cobertura jornalística na web, Luciano lembrou fatos recentes como o terremoto do Japão e o massacre na escola de Realengo, no Rio, que tinham seus dados atualizados no decorrer do dia.

Na mesma linha, Márcia Menezes reforçou que a questão da apuração e da publicação de fatos reais não é deixada de lado no jornalismo online. "Eu pressiono a redação porque é o meu papel, mas, ao mesmo tempo, digo, 'só publiquem quando vocês tiverem certeza'", pontuou.




Uma grata surpresa foi ver que o jornalismo independente esteve muito bem representado nesta edição do Congresso da ABRAJI. Em 2010, senti falta de profissionais do lado empreendedor da área, uma tendência muito em voga hoje e da qual faço parte. Na mesa "Jornalismo independente on-line", Joshua Benton (diretor do Nieman Jornalism Lab, da Universidade de Harvard), Brant Houston (professor da Universidade de Illinois nos EUA) e Natália Viana (jornalista independente da Pública e parceira do WikiLeaks no Brasil) vieram confirmar que é possível ter a sua própria empresa de jornalismo na internet e ainda viver dela. Testemunho próprio, estou neste ramo, quase desconhecido no Brasil, há três anos e faço eco ao depoimento dos palestrantes.

Outra apresentação memorável foi a que presenciamos no duelo entre os grandes Ricardo Boechat (âncora da BandNews FM e do Jornal da Band) e Heródoto Barbeiro (ex TV Cultura e CBN, atual âncora na Record News), cujo tema foi "Rádio e TV: como aproveitar o melhor dos dois veículos". A discussão, que enveredou para os desafios da transmissão jornalística no rádio e na internet, fez com que os protagonistas levantassem suas respectivas bandeiras a favor dos meios que representavam. Boechat, escrachado como sempre, defendia que, por questões de portabilidade, nenhum outro veículo é tão acessível aos brasileiros como o rádio, tese que Barbeiro refutou imediatamente, lembrando que a maioria dos aparelhos celulares dispõe do dispositivo e que ouvir rádio pela internet também já é uma prática bastante difundida entre a população. Uma boa briga de titãs.



Diferentemente do Congresso de 2010, este ano alguns dos principais veículos de comunicação trouxeram seus stands para a Anhembi-Morumbi. Entre eles, dois destaques: o Estadão, que disponibilizou três tótens com iPads e conexão gratuita para uso do público em geral, e a Band que trouxe a empresa Eventos com Arte, para fazer caricaturas em caneca dos participantes. Desnecessário dizer que o stand da Band virou ponto de sociabilização entre os congressistas (além das balas, aperitivos e telões com a programação televisiva). E é com esse gancho que abrimos a parte não tão glamourosa assim desta sexta edição do Congresso da ABRAJI.


Pontos fracos:

Começando, então, pelas instalações, a Anhembi-Morumbi deixou os participantes do congresso na mão, ou melhor dizendo, de laptop na mão. Tiraram todas as mesas do espaço de convívio social, em frente a lanchonete da universidade. Esta, não ofereceu refeição e, quem quisesse almoçar, de modo mais digno que apenas comer um salgado, tinha que deixar o recinto, o que gerou bastante desconforto entre os visitantes de dentro e fora de São Paulo.

Também bloquearam as tomadas e recarregar notebooks e celulares foi um drama. Em algumas classes, as tomadas não funcionavam e a rede wi-fi caía a todo instante. Para um congresso de jornalismo, esta parte foi bem caótica, dizendo o menos. A falta de um espaço em comum também dificultou demais o networking, que, no meu caso, é o motivo principal de ter desembolsado R$ 400,00 para ir ao evento. No ano passado, distribuí bem mais cartões de visitas e o retorno pós-congresso foi de grande utilidade.

A localização é uma vedete à parte. Pergunto-me até hoje, sem obter resposta que convença, por que (por que, meu Deus???) este congresso é realizado na Anhembi-Morumbi da Vila Olímpia? São Paulo é mundialmente conhecida pelo problema crônico de trânsito, por que fazer um congresso dessa escala em um lugar que só é acessível de carro e de ônibus? Se há algum tipo de convênio (acordo, conchavo) com a universidade, por que não utilizar o campus da Paulista, a alguns passos do metrô, no meio da maior concentração de hotéis da cidade?

Fui testemunha e "flanelinha/ciccerone" dos amigos de fora, todos meio perdidos em relação a como ir e voltar do congresso. O acesso é difícil, estacionar é um desafio e não há boa infra-estrutura ao redor (comer em uma padaria de bairro não é bem a melhor opção e os hotéis próximos são caros). Desisti de perguntar, mas fica registrada minha total indignação.

Quanto aos palestrantes, achei que a ABRAJI poderia diversificar o naipe um pouco. Se bem a apresentação do Suassuna tenha sido diferente da que ele deu no ano passado, poderia ter sido aberta uma porta para outro profissional de igual relevância. O mesmo pode se dizer de Josias de Souza e, aliás, falemos de Josias de Souza, ponto de destaque máximo entre os OUTs deste congresso.





Tenho uma relação de respeito por Josias de Souza. E só. Discordo da decisão da Folha de colocá-lo como blogueiro e seu desempenho forçado fica aparente quando ele está à paisana. Josias, pelo visto, tem implicâncias (palavras dele) demais com a internet para trabalhar no meio. Ele mesmo acabou se retratando, quando disse, no meio da palestra, que só estava falando dos pontos negativos, etc. Pontos negativos? Decida por você mesmo, leitor, depois de ler as "pérolas do Josias" que fiz questão de publicar no meu Twitter em tempo real:










Perceberam que houve uma tentativa (de muito boa vontade) de minha parte de continuar na palestra? Mas, entre a ausência do Ricardo Noblat (outra mancada colossal!), previsto para a mesma mesa, a repercussão da morte do ex-presidente Itamar Franco, e continuar ouvindo o Josias, escolhi a segunda opção. Confesso que saí da sala bastante atordoada, mas não perdi a oportunidade de denunciar as atrocidades verbais do ilustre companheiro durante a apresentação de Luciano e Márcia.



Desabafo feito, o que fica, de modo geral, é a certeza de que o evento anual promovido pela ABRAJI faz parte do calendário obrigatório de qualquer jornalista. Ainda que o tema, por sua própria natureza, seja "Jornalismo Investigativo", o Congresso estende a sua agenda para tópicos mais abrangentes, que dizem respeito ao fazer diário da profissão. Se houve algo que senti muito ter perdido foi a homenagem ao (este sim) ilustre colega de profissão, o jornalista Rosental Calmon Alves, exemplo de profissional, que agora dirige (além de também ter fundado) o Centro Knight para Jornalismo nas Américas. Rosental, para se ter uma ideia, foi responsável pela criação, ainda em 95, do Jornal do Brasil online (onde era editor-executivo e membro do Conselho de Diretores), quando a publicação viu o ocaso de seus dias como impresso e, teve que migrar para a nova plataforma para sobreviver.




Mas, o melhor de tudo foi ter tido o prazer imenso de passar por essa experiência tão gratificante ao lado dos meus amigos Wander Veroni, Elisandra Amâncio e, a mais nova entre os mineiros, Flávya Pereira. Já nem me lembro de quem é "a nossa foto oficial" acima, mas a verdade é que passamos por tantas emoções maravilhosas, diferentes e edificantes durante estes dias que tenho certeza de termos saído tocados para o resto de nossas vidas. Espero tão somente poder desfrutar com vocês da mesma aventura no ano que vem, onde quer que seja o Congresso da ABRAJI.


Imagens: Letícia Castro e Wander Veroni (foto final)






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Quem sou eu

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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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