Netiqueta: O que é comunicação online e a diferença entre "virtual" e "real"



Como você usa a internet? Para quais fins? Seja para informar-se, utilizar serviços, fazer compras ou até mesmo trabalhar, o que você realmente faz no mundo online é comunicar-se. Ligar uma ponta a outra, diminuir a distância entre dois pontos - exatamente como fez o telefone quando revolucionou a comunicação entre os homens ainda nos tempos da Rainha Vitória - a internet é, em sua mais pura essência, um aparelho de comunicação. E por que "aparelho" e não "meio"? Porque a internet, se bem seja um armazenador de dados "etéreos" (a famosa "nuvem"), começa a partir de um dispositivo físico, que é o seu computador mesmo, aquele para o qual você reserva um local de destaque em sua casa ou carrega para todos os cantos, tal qual o documento de identidade.

Se compararmos a tecnologia necessária para transmitir mensagens por telefone e pela web, por exemplo, vamos constatar que o processo é o mesmo: é preciso que exista uma rede de fibra ótica que cobre tanto as ligações telefônicas, como oferece banda larga para disponibilizar o acesso à internet. Sob este ponto de vista, poderíamos dizer que a internet nada mais é que um outro "aparelho" disponibilizador de comunicação.

Mas, a internet também coleta e armazena dados. É uma grande biblioteca do que quer que se insira nela. Todos os dias, bilhões de pessoas ao redor do mundo alimentam a rede com dados, que chegam nos mais variados formatos, como textos, imagens, arquivos de áudio e de vídeo. Dentro dessa miríade de conteúdos sem-fim, a internet também tem mecanismos para organizar e apresentar este material (e para isso, existem os motores de busca como o Google, Bing, etc.) para torná-lo encontrável e acessível aos usuários do sistema. Não fosse este derivativo intrínseco em seu formato e a web toda perderia a razão de ser por simplesmente também oferecer um - hoje, mero - serviço praticamente igual ao telefônico.






O grande diferencial da comunicação online está justamente em sua operacionalidade, ou seja, a internet, antes mesmo de promover a interação entre usuários, precisa que o seu utilizador interaja, em primeira instância, com o próprio veículo. E não no sentido de operar a máquina, mas no que diz respeito à alimentá-la, criá-la, desenvolvê-la constantemente e depois, compartilhá-la (atenção para o termo) com os demais. A rede é uma extensão do usuário, assim como o lápis é a extensão da mão quando tira dela a mágica de desenhar as palavras que vão transmitir o mundo através da linguagem escrita. E o usuário, sem a rede, é um ser desprovido de paramentação para transmitir a sua mensagem. São duas entidades, únicas, que necessitam uma da outra para sobreviver.

Essencialmente, este é o conjunto das coisas que possibilitam a existência do meio online. Portanto, quando você ouvir - novamente - alguém dizer que "Fulano não sai do computador", "Cicrano fica o dia inteiro no computador", saberá que é a mais pura verdade: o usuário é absorvido pelo sistema, assim como o sistema não subsiste sem o utilizador. E aí inauguramos a discussão sobre o real e o virtual.




Ao interagir com a máquina e alimentar a rede - a web - o ser humano literalmente "entra" no sistema, projeta-se para dentro de um universo diferente daquele onde o seu corpo físico está. A sua mente penetra no meio virtual e, para dar corpo a esta entidade abstrata, ele precisa de algo que o represente e o identifique, uma cara, uma forma, um corpo, um avatar. E é aí onde a coisa se confunde e, ao mesmo tempo, se expande de uma forma inconcebível e impossível na vida real. O avatar pode ser absolutamente tudo o que a mente humana permitir, desde a sua aparência até a sua biografia.

Os limites éticos, morais e todos os tipos de valores são reinventados dentro de um ambiente que permite reinventar-se para que estes mesmos códigos de convivência se adaptem ao seu bel prazer. A própria "sociedade virtual" é reinventada todos os dias de acordo com a amplitude da criatividade humana, fonte inesgotável de criação. As consequências e desdobramentos óbvios de uma circunstância tão única já estampam as capas de jornais e vem preocupando psicólogos, sociólogos e especialistas em comportamento humano, além dos próprios agentes reguladores da ordem social (como os legisladores e a polícia) há tempos e as discussões parecem infinitas.

Por que o ser humano adota na internet um padrão de comportamento tão alheio aquele que pratica na vida real? Porque o meio permite? Quem está por trás da máquina? Quem alimenta o sistema e cria essa balbúrdia, cuja organização é um desafio diário, na web? Não são os mesmos bilhares de homens e mulheres que organizam a sociedade mundial aqui do lado de fora do computador?

Você está interagindo apenas com uma máquina? Sim e não. Sim, você está interagindo com uma rede capilar que se auto-organiza e decide quem e como terá acesso a você e a sua produção online. Um simples tweet, avisando que você não foi à escola porque não estava afim de assistir a aula daquele "professor chato" pode, em questão de segundos, bater justamente na timeline do docente que não faz parte da sua rede de followers. E o que era apenas um pequeno desabafo virtual se torna uma "saia-justa" da vida real, com a cabível repercussão que pode fomentar. Os universos se confundem, os mundos colidem e, se você está incluído digitalmente, não há como escapar.




A discussão entre virtual x real já não é tão estreante. A questão é que o meio se presta a um tipo de interatividade que está em constante movimento e a dinâmica é tão rápida quanto à velocidade do próprio pensamento. A internet é tão "possessão e cria" do próprio pensamento humano que eu te proponho fazer um teste. Se você é usuário regular e frequente da internet, experimente cronometrar o tempo que levaria para escrever uma frase de qualquer tamanho no teclado do seu computador e com as mãos, de forma cursiva. Eu já fiz o teste e me assustei ao perceber que digito muito mais rapidamente do que escrevo no papel. É porque o meu cérebro está muito mais alinhado e absorvido pela técnica e abstração da interatividade online como jamais esteve com o papel. O homem, em toda a sua produção de linguagem escrita, jamais se envolveu tão profundamente com a pena como se amalgamou ao teclado e à tela do computador. E daí, nasceu a portabilidade. Entendeu agora?

Se quiser refletir, assim como milhares de especialistas da atualidade estão sendo desafiados a fazer ao redor do mundo, pergunte-se por que você age tão diferentemente quando está em forma de avatar. É porque se sente munido de super-poderes? Você os tem realmente? Será que você não os tem mesmo? Para que se presta este meio? O que você tem ou não coragem de fazer na internet que jamais faria na vida real? Quem domina quem? Será que existe essa sobreposição entre o homem e a web ou é uma parceria que está condenada a se misturar cada vez mais?

Antes de escrever o próximo post no Facebook ou lançar o próximo tweet, pense: como eu quero me representar dentro deste espaço? Você perceberá que as fachadas que criamos no mundo virtual tendem a ter duração mais longa que as máscaras que vestimos socialmente, mas também tendem a ruir. Se quer alcançar credibilidade e conseguir que a sua voz seja ouvida na internet, lembre-se de que a comunicação online é feita em cima dos mesmos pilares que sustentam a sociedade: verdade, autenticidade e respeito pelo outro devem estar em primeiro lugar. Afinal, ainda não nos transformamos em hologramas teletransportáveis que se esfumaçam pelo ar ao menor sinal de problema. Se existe algum conselho a compartilhar sobre um tema em constante mutação, talvez seria este: seja você mesmo, de verdade, e o seu pedacinho de internet, o seu "terreno virtual" estará garantido.





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Netiqueta: Como se comportar na Internet - Do e-mail às conferências online




Segundo a Wikipédia, netiqueta "...trata de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em comunicações via internet, especialmente em e-mails, chats, listas de discussão, etc." Além disso, é importante para regulamentar a conduta no que diz respeito à publicação e uso de conteúdos alheios, questões com créditos e direitos autorais, entre outros.

Pensando nisso (e nos vários vexames que já dei e recebi de volta na internet), decidi lançar alguns guias sobre como se comportar online, que podem ser usados por qualquer internauta, desde os mais treinados até aqueles que estão dando os primeiros passos no mundo virtual. Neste caso específico, o Babel vai abordar apenas as questões 'mais técnicas' que dizem respeito ao uso dos recursos online, sem entrar em temas polêmicos sobre publicação em meios virtuais.





O lance é tentar ajudar você a utilizar a internet e não pagar mico, assim como entender e incorporar as normas de uso e postura diante dos meios online, afinal, nem tudo é permitido por aqui e existe um código de conduta bastante compartilhado pelos usuários no mundo inteiro. Por exemplo: você sabia que ESCREVER COM LETRA MAIÚSCULA, ao contrário do que pode parecer, significa que você está GRITANDO e não apenas destacando um trecho do texto?

Para evitar possíveis ataques de cólera dos seus contatos online, vale a pena acompanhar os próximos posts e aprender (de uma vez!) a usar as ferramentas da internet, instrumentos mais que inseridos ao cotidiano de quem tem acesso ao sistema.





Nesta série de cinco posts do Babel, você irá encontrar informações sobre:

  • O que é comunicação online e a diferença entre "virtual" e "real"


  • Como escrever e-mails pessoais e corporativos e quando / como dar sequência à correspondência virtual


  • A linguagem online: como escrever em redes sociais, língua e signos de comunicação (emoticons populares, etc.)


  • Como usar e interagir em mensageiros instantâneos (MSN, Skype, etc.) de modo geral


Então, vamos fazer um trato? Você fica de olho no que será publicado a partir de agora e, de quebra, ainda ajuda a melhorar os textos com as suas próprias dicas. Prometo atualizá-los com as melhores sugestões. Portanto, não perca uma linha!







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Y yo que no buscaba a nadie...




A este rosarino lo amo desde aquel breve y estruendoso momento en que lo vi en el Festival de Montreux. Me acuerdo que zapeaba por los canales, a la hora del almuerzo, y algo en la TV Cultura me dio un puñetazo: un ser andrógino, inquieto y totalmente peludo se movía de forma bizarra en el escenario del famoso festival de jazz en Suiza. Me quedé pasmada.
¿De qué planeta venía el tipo? Del aturdimiento a la hipnosis en menos de dos segundos, Fito se plantó con pluma y plomo en mi corazón.





Sin Internet, perdida en una pequeña ciudad del interior de São Paulo, ¿cómo saber más de Fito Páez? Su página en Wikipedia todavía no existía, tampoco sabía de su larga trayectoria desde el inicio de los 80, o que se llamaba Rodolfo, o que ha sido creado por la abuela y la vida ni siempre fue una sonrisa. La verdad, no me importaba un pito. Fito me llevaba por notas aladas de desafinación en las que venía de ginete su alma.

Estaba a punto de irme a Argentina y su música en el asiento al lado. Propiamente instalada en un rincón de Baires, salí por un quest. Dos CDs más tarde, ya lo entendía todo. Del primero que adquirí, El amor después del amor, viene la quizás más querida de sus canciones (no me arriesgo a decir la mejor, ya que con Fito, la canción siguiente puede siempre ser su top hit de todos los tiempos):


Un vestido y un amor (original)


Fito por Fito


Regrabada decenas de veces por otros monstruos de la canción mundial, le tocó a Caetano Veloso la versión que más le agradó al argentino. Dijo Páez a la época que "hay que escuchar a quienes nos escuchan":



Fito por Caetano


Y se rinde:


Un vestido y un amor: Fito por Caetano por Fito


Protesta política

En el 85, Fito lanza el álbum Giros, de donde salen dos temas que se hicieron himnos de protesta por toda América Latina. Con Yo vengo a ofrecer mi corazón, grabada también por La Negra, inolvidable, y 11 y 6, alza la voz contra los abusos políticos de un continente sumergido en el régimen dictatorial. Pese a la dulzura inherente del autor, las letras hablan de un cotidiano duro de represión, donde las demostraciones de afecto se esconden del
status quo y se fortalecen con el amor.





11 y 6





Mariposa Tecknicolor es una pista de Circo Beat, de vuelta a los 90. El álbum ha sido responsable por consagrar al artista como de los nombres más reconocidos dentro del escenario pop-rock en español.





De esta misma época, vienen asociaciones con artistas de otros países. Aquí, con Paralamas do Sucesso, en Track Track, la canción original ha sido compuesta por Páez.





La estética burlesca aún lo acompaña en Llueve sobre mojado, de pareja con Joaquín Sabina. Esta le ha rendido buenos dolores de cabeza debido a los desentendimientos entre los artistas por copyright. El tema, sin embargo, extrajo lo mejor de la química Páez-Sabina y les brindó otro éxito.





Confía

El nuevo milenio encuentra a un Fito que no se aparta de sus rulos canosos. Más sólido, menos preocupado con lo teatral y la experimentación, el álbum Confía habla de temas que rodean al hombre maduro y al músico consolidado que, casi treinta años después, es sinónimo de pionerismo y cualidad en la música latinoamericana.

Hacer un retrospecto de Fito, a esta altura de nuestras cañas, es un reto que una no debe permitirse. Ojalá hayan tomado su tiempo para escuchar uno por uno de los temas y les haya gustado la proposición.


Terminamos con Confía, mi más nuevo amor. Cinco minutos más de este recorte totalmente fallido de un capo. Lo siento, pero tendrán que enterarse más de otra parte. ; )



Alinhar ao centro


Imagen: StereoFilia Radio



Aquí se habla español

 

Quem sou eu

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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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