O trilhão do Facebook: Você investiria em ações de redes sociais?

segunda-feira, 4 de abril de 2011


De onde veio o botão ‘Curtir’ vem muito mais.” Assim começa a declaração do jornalista norte-americano David Kirkpatrick, autor de O Efeito Facebook (ed. Intrínseca), que impressionou o mercado financeiro no ano passado. Segundo David, que trabalhou por anos na revista Forbes, o Facebook, a maior rede social do mundo, tem potencial para chegar a ser a primeira empresa de um trilhão de dólares. A marca deve ser atingida no momento em que a rede lançar suas ações na bolsa. Especula-se que a capitalização será tão alta que a cifra pode ser alcançada de fato.

O Facebook não é o único a surfar nos lucros da grande onda da web 2.0. O mercado de possibilidades para as redes sociais está aquecido e outras plataformas anunciaram que pretendem abrir capital na bolsa norte-americana.

O Twitter, serviço de microblogging mais popular do planeta, está avaliado entre US$ 8 bi e US$ 10 bi, dobrando de valor em menos de dois meses. A rede para profissionais LinkedIn teve seu preço elevado para US$ 175 milhões quando afirmou que começaria a investir no mercado de ações. O serviço de geolocalização Foursquare, criado há menos de dois anos, foi avaliado em US$ 250 milhões. O gigante entre os sites de compras coletivas, Groupon, também está na lista, com um valor aproximado de US$ 15 bilhões. Tantos números expressivos já fazem com que especialistas financeiros afirmem que existe uma bolha na web 2.0 e ela está pronta para estourar.

Outra vertente no mesmo mercado financeiro argumenta que tal bolha é irreal, já que o Google, empresa-símbolo desse movimento, está no mercado há alguns anos, tem US$ 35 bi em dinheiro nos cofres, confirmando a tese de que existe riqueza real e criação de valores concretos em produção no setor.

Segundo o economista Marcos Silvestre, da coluna Na Ponta do Lápis (rádio BandNews FM), o Facebook foi avaliado em US$50 bi por um pequeno grupo fechado de investidores, o que corresponderia a uma super avaliação por representar 25 vezes o faturamento da rede em 2010. No entanto, isso não equivale a uma análise de uma empresa de capital aberto. “Enquanto houver investidores de âmbito privado, tirando dinheiro do bolso para aplicar nessas empresas, as ações continuarão a ser valorizadas no mercado, o que ilude o investidor pequeno que compra tais ações para vê-las cair substancialmente”, afirma Silvestre.

A recomendação para o momento, portanto, é de que haja cautela com a possibilidade de se investir em ações de redes sociais, com base na empolgação com o super faturamento das grandes empresas da web 2.0.

Imagem: Onehandman, modificada por Letícia Castro.




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12 comentários:

Arnaldo Reis Trindade disse...

Bom dia Lê,

Investiria no Facebook e no LinkedIn sem nem pestanejar, nos outros com exceção da Google, ficaria com um pé atrás, mas por conhecer o Facebook e o LinkedIn e por verificar o respeito que há pelas duas redes no mundo todo e inclusive e principalmente por parte das Empresas que fazem propagandas,procuram funcionários por lá, sei que eles tem ainda muito a dar no mercado da Internet que talves cresça absurdamente com as prováveis mudanças no cenário do Oriente Médio região que tem muito dinheiro,que fica todo na mão dos governantes e pode na maioria dos países em Revolução se tornarem Repúblicas. Beijos.

LETÍCIA CASTRO disse...

Excelente o seu comentário, Arnaldo, meu amigo. Principalmente por lembrar a questão do Oriente Médio. Já pensou se todas essas nações abrirem seus mercados de vez para a internet, sem as restrições de navegação por enquanto impostas? Muito potencial mesmo teriam as ações das redes sociais que sairiam na frente em busca desse faturamento extra.

Boa!

Beijos para você!

Geraldo disse...

Olá Leticia,

Como investidor conservador, ficaria hesitante, porém contra fatos não existe contestação, são um excelente (e arriscado negócio)

LETÍCIA CASTRO disse...

Oi, Geraldo, meu amigão do peito.

Eu também investiria, hoje, neste momento de boom, mas apenas se tivesse uma reserva financeira sobrando que não comprometesse todo o resto.

Beijos!

Wander Veroni disse...

Oi Lê!

Que pauta bacana, né...conversávamos sobre ela outro dia. Se tivesse uma boa reserva financeira investiria não só no Facebook, mas no Twitter. Acredito muito no potencial dessas duas redes pela troca de conteúdo colaborativo que elas permitem. Sem contar na credibilidade para resolver crimes e denúncias, coisa que o Orkut deixa a desejar e muito.

Beijos,

http://cafecomnoticias.blogspot.com

LETÍCIA CASTRO disse...

Oi, meu compadre querido,

É verdade, falávamos sobre essa pauta sim que é de extrema relevância. Eu estou aguardando bem ansiosa essa entrada no mercado mesmo das grandes redes sociais, pois vai ser um barulho só. Vai abalar as estruturas.

Beijocas carinhosas procê!

Fábio C. Martins disse...

Olá, Lê!

Economia nunca foi meu forte, mas os números e as especulações são de deixar qualquer um de cabelos em pé.
Eu ainda não sou um investidor, mas dependendo de como for, a ideia de investir no facebook muito me agradou, mesmo sendo uma investimento arriscado.

Beijos

LETÍCIA CASTRO disse...

Ei, Fá! Tudo bom? :)

Pois é, menino, não aguça o apetite? Vamos esperar os desdobramentos, mas eu tb confesso que investiria sim, principalmente agora. ;)

Beijoconas pra você!

Donsergione disse...

acho que esses portais fabricam um preço imaginário, leia-se bolha ...
eu até investiria mais no preço real e não nessa especulação maluca ...

LETÍCIA CASTRO disse...

Você acha que é só especulação, Donsergione? Não sei, me parece que tem bastante embasamento financeiro aí... Vamos esperar para ver o que acontece, né?

Eu tb investiria. : )


Obrigada pelo seu comentário. Beijos!

Donsergione disse...

Cara Letícia

isso se chama capital especulativo e já aconteceu com as famosas empresas .com que estavam hiper avaliadas e depois quebraram, leia-se bolha...

infelizmente o próximo na lista é o meu ramo o imobiliário ...

LETÍCIA CASTRO disse...

Isso é verdade (quanto ao ramo imobiliário). Mas, também sou da opinião que não há bolha na web 2.0 (você leu o post?). O que existe é muita grana rolando de verdade mesmo, grana sólida. E a coisa é que ainda há espaço para novas ventures abrirem e se tornarem multimegamilionárias, vide o exemplo do Foursquare e do próprio Groupon que estourou há pouco no Brasil.

Dizem que, nesse setor, deve-se mirar nos jogos sociais, como o FarmVille. Mas, a grande verdade é que, por enquanto, na web 2.0, o que se planta, dá.

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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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