Babel estrena serie en español con rock alternativo desde Colombia

Se decidió. Los jueves serán de "Ñ", la letra propia y única del idioma español, que servirá para representar todo lo que BABEL.com vendrá a contar por ahora en adelante acerca de este universo bello y singular de la cultura de habla castellana. Una de las cosas que más me encantaban al enseñar español era justamente propagar a los alumnos esta prolijidad cultural, fundida en un mismo idioma.

Pero, ¿cómo sucede eso? ¿Cómo se tiene cara de indio y se habla como Cervantes? ¿Cómo es que se entona, en buen castellano, los lamentos del charango? ¿Cómo se rompen los corazones con lo colorido de unas trenzas negras y la dulzura de un cielito lindo? Pues no, ni siquiera me atrevo. Como máximo, mostrar unos trocitos de esta riqueza en las entradas que Babel publicará a partir de hoy. Así que, ¿empezamos?




Andrea y Hector: los Aterciopelados



Así que a Colombia y con música. Aterciopelados es un grupo de rock alternativo, creado por Andrea Echeverri (vocalista) y Héctor Buitrago (bajo), cuyo punto fuerte es la mezcla del propio rock con folclore colombiano. Lo de Aterciopelados también tiene que ver con la risa. Más que eso, de un humor chistoso, que se burla de lo tradicional, como una caricatura. En realidad, lo entretenido y lo serio van de la mano cuando les toca retratar la vida, la suya o la que observan en su entorno. Las letras, sean jocosas o comprometidas, expresan una mirada más duradera y lo bueno: el mensaje que queda es liviano, optimista. In short, Aterciopelados tiene propiedades terapéuticas (¡listo!).

¿Lo comprobamos? A ver qué les parece y díganme lo que piensan en los comentarios. Abajo, una playlist esencial, como un corto guión introductorio a la música de Aterciopelados. Si les va, agreguen la suya. Pueden darle forma a partir de una búsqueda placentera en YouTube. Esta son las preferidas de Babel (no dejen de saborearlas, haciendo clic en los enlaces), por orden de "descubrimiento" (lejanos 90...):

Baracunatana: ahí empezó mi historia de amor con los "Atercio". La risa es incontenible, me deshacía con los insultos a mitad de la canción. Vaya a saber lo qué quiere decir "baracunatana"... Igual, "fulera" lo entendemos bien y lo de más va de ritmo. Sí, señora!

Cosita seria: "un fulano me gritaba: si fuera helado me la chupaba", son los cómicos versos que cuentan la historia de un piropeador de primera que le quita la paz a una pura señorita. De la misma época de "Baracunatana", un clásico de los Aterciopelados del más irreverente.

Rompecabezas, de los videoclips más bellos que hay. Chicas preciosas embarazadas, Andrea Echeverri entre ellas, cantando en fiesta "empiezo una nueva vida"... Tiene todo sentido.

A Eme O, totalmente recomendada. "Desde que naciste, soy mejor amante", y ahí uno ve lo que se escondía dentro de la pancita de Andrea en "Rompecabezas".

Río, de las más comprometidas, con mensaje ecológico de moda. La banda está nominada a los Grammy Awards 2010, en la categoría Mejor Álbum Latino Rock. La entrega se dará el próximo 31 de enero y a ver qué les pasa.

Estas dos se merecen videocito y todo. "Luz Azul" es una de mis favoritas desde siempre. Además de la animación preciosa, la letrita es un primor y eso de "ay si se pone peluda la cosa..." te hace creer un poquito a veces. Dulce.






Y para terminar, una perla (fíjense en la letra). Pues, "que la felicidad los atropelle".






Que la felicidad los atropelle
Que de sus vidas sean las reinas y los reyes
Que los días los besen
Que la dicha se abalance sobre ustedes
Que el tronar de una cascada
Te acompañe en la mañana
Que una mariposa guarde
Aleteos para tus tardes
Que el trino de los pajaritos
Haga que en las noches sueñes superbonito
Y que los días te besen
Una y mil veces que vayan y regresen
Días grises, días verdes, días con árboles
Días de exhostos y reveces
Y que te besen
Una y mil veces que vayan y regresen
Enfoca, cae en la nota, vence la derrota
Prende velas en la oscuridad
Y que te besen
Una y mil veces que vayan y regresen
Ojo con los precipicios
No vayas a caer en el abismo
Y que te besen
Una y mil veces que vayan y regresen
Días grises, días verdes, días con árboles
Días de exhostos y reveces
Y que te besen - 3
Y que te besen
Una y mil veces


Esto ha sido "Aterciopelados" para "Ñ", de BABEL.com. Será hasta la semana que viene. ;)



Aquí se habla español

São Paulo 456 anos: no aniversário da cidade, BABEL.com traz seleção pessoal de fotos do Parque do Ibirapuera

"Lugar onde havia árvores podres" (do tupi: "ibirá", árvore, pau podre e "puera", o que já foi), ou algo assim, é o que significa "Ibirapuera", antes um pântano, hoje a mais famosa área verde da cidade de São Paulo. Neste 25 de janeiro, data em que São Paulo comemora seus 456 anos de vida, o BABEL.com homenageia esse cantinho tão intimamente importante e que também faz parte da vida de milhares de outros paulistanos que cruzam essas terras atoladas todos os dias. Mais abaixo, você encontrará uma seleção de fotos que dizem muito do parque (e também deixam de fora algumas áreas significativas), mas que tem o objetivo de mostrar, com um olhar mais pessoal, o "Ibira" que o Babel vê em suas caminhadas cotidianas por esse oásis no meio da capital tão frenética. Convido a você, leitor, para essa viagem no espaço, mas antes, para dar um pouco de conteúdo ao seu passeio, aqui estão algumas informações pontuais sobre o Ibirapuera.

O Parque do Ibirapuera, um dos símbolos da capital paulista, foi idealizado ainda na década de 20, por José Pires do Rio, então prefeito da cidade, mas só foi inaugurado em 21 de agosto de 1954, em virtude da comemoração do quarto centenário da fundação de São Paulo. A obra ficou sob a responsabilidade de Oscar Niemeyer, autor do projeto arquitetônico, além de Roberto Burle Marx (projeto paisagístico) e Otávio Auguto Teixeira Mendes, o engenheiro agrônomo que levou a cabo a construção.

Com cerca de 1,500 km² e três lagos artificiais, o Parque do Ibirapuera conta ainda com alguns dos principais museus da capital, entre eles o
Museu de Arte Moderna (MAM), pavilhões (que hospedam alguns dos eventos e exposições mais significativos do país como a Bienal Internacional de Artes, do Livro e, atualmente, o São Paulo Fashion Week), planetário, auditório, monumentos, obelisco, quadras esportivas, playground, ciclovia, pistas de cooper, ginásio de esportes, herbário e um viveiro (o Manequinho Lopes, com 48.000 m², em torno do qual o parque foi construído), entre algumas das muitas atrações que se encontram por aqui. O parque recebe diariamente cerca de 20 mil pessoas, número que sobe para 70 mil aos sábados até o pico de 130 mil, a cada domingo.

Agora que você já conhece um pouquinho do Ibirapuera, te convido a ver abaixo a razão pela qual tanta gente faz desse lugar tão especial um cantinho muito cobiçado de São Paulo. Com vocês, o que o Babel vê quando faz suas caminhadas pelo "Ibira", como se acostumou a chamá-lo, de modo tão íntimo. Algumas legendas podem orientar o leitor, mas o legal será deixar os olhos vagarem e percorrer o trajeto comigo. Topas? Então, vamos lá.

1. Ponto de partida: se você vier de carro, depois de deixá-lo no estacionamento (próximo à entrada do Pavilhão da Bienal), uma das primeiras construções que verá no caminho é esta ponte de ferro, que faz um barulho danado quando se está em cima dela e te lembra na hora que você deve perder muitos kilinhos... A vista é linda, no entanto.




No meio do caminho: ponto estiloso para um pit stop ou esperar uma carona nos carrinhos que deslocam as pessoas pelo parque.




Voltando à pista, concentração na caminhada. As pistas de cooper do Ibirapuera são uma atração à parte. Nelas, você vê toda espécie de "fauna humana", misturada com os animais nativos e cachorros, principalmente. Uma grande quantidade deles!






Este é um dos pontos inusitados do parque, na frente do Museu de Cultura Afro-Brasileira. É um pátio/estacionamento onde geralmente acontecem eventos em dias comemorativos. Neste fim de semana, o mote é o aniversário da cidade e o aviso, ecologicamente correto, relembra: "Mantenha o seu córrego limpo" (melhor não questionar...).







2. Próximo trajeto. Esta curva indica uma mudança no percurso da pista de cooper (e também da ciclovia). Aqui estamos mais ou menos no minuto 15 da caminhada que começou no estacionamento. Do lado direito, logo se verá o primeiro dos lagos artificiais (o outro, à esquerda, próximo também) e a paisagem que vai se descortinando a todo instante por entre as árvores é de tirar o fôlego.









Estes cisnes negros são a maior atração do lago principal. A beleza e a graça dessas aves de ornamentação são responsáveis pelos milhares de cliques que disparam a todo instante a cada vez que se aproximam.






A cidade de concreto ao fundo e o Monumento às Bandeiras.







As lanchonetes são charmosas, bem-abastecidas e a água de coco é um reparador muito bem-vindo!






Planetário.




Cópia em bronze da famosa escultura romana de Laocoonte.










De fim de semana, a sanfona é garantida. "Asa Branca", entre outros clássicos do repertório.








Esta é um caminho muito especial. Seguindo em frente, chega-se ao viveiro Manequinho, mas o lance aqui é a energização desse túnel de bambus. Não há quem não saia diferente de como entrou, antes de percorrê-lo.




Quem disse que paulistano também não curte uma preguiçosa rede?



Playground, e outras cores se juntam ao verde predominante.






"Praça do Porquinho", a escultura retrata a "Pega do Porco", um jogo entre os imigrantes italianos.


3. Mais um trajeto. Aqui começa a área das quadras esportivas. No final delas (minuto 45, aproximadamente), está o estacionamento onde o Babel costuma deixar o carango. Mais abaixo, no entanto, "chorinho" especial, com imagens da Oca e do Auditório.






No outro extremo: a Oca, no Portão 3.






Marquise do Ibirapuera: ponto de encontro da turma do skate e patins.




Auditório do Ibirapuera: o palco interno também se abre ao fundo para um gramado, na parte externa.




E, então, gostou? Este é o meu percurso, se você conhece o parque, diga qual trajeto costuma percorrer. Se nunca veio, fica o convite para passar por essas bandas na próxima visita à São Paulo. O Parque do Ibirapuera é um dos pontos imperdíveis da capital, portanto reserve ao menos uma tarde para vê-lo mais de perto!

Fotos: Letícia Castro

Aqui se fala português.

Morre Zilda Arns: um exemplo incomparável de trabalho humanitário no Brasil


Zilda e seu eterno combate contra a desnutrição infantil (Foto: Abril.com)

A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, 75, morreu em virtude do terremoto de 7 graus de magnitude, ocorrido nesta terça-feira no Haiti. Além de pediatra, Zilda também era sanitarista e especialista em Pediatria Social e Saúde Pública e estava em missão no país quando foi vítima da tragédia que já afeta até 3 milhões de pessoas.

Zilda Arns Neumann nasceu em 25 de agosto de 1934, em Santa Catarina e foi a criadora da iniciativa Pastoral da Criança, organismo da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – que ela coordenava desde 1983. Indicada três vezes seguidas ao Prêmio Nobel da Paz, a sanitarista teve uma vida coroada por trabalhos sociais em prol da saúde infantil e chegou a ser reconhecida mundialmente pelo engajamento e dedicação ao longo de sua carreira. O fruto do seu trabalho envolve mais de 80 mil voluntários que acompanham cerca de 3 milhões de crianças com menos de 6 anos de idade por todo o país.

Com o intuito de combater a desnutrição infantil, Zilda desenvolveu, na Pastoral da Criança, a multimistura, um complemento alimentar à base de farelos, sementes, pó de mandioca e cascas de ovos (com algumas variações) que, pelo seu alto teor de nutrientes, é considerado um valioso elemento para a recuperação do equilíbrio nutricional. À mistura é atribuída a responsabilidade de ter salvo a vida de milhares de crianças no Brasil, além de ter sido implementada em 20 outros países.


A morte da humanitarista foi confirmada nesta quarta-feira pelo seu sobrinho, Flávio José Arns, senador do PSDB (PR) e reiterada logo após pelo ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, além da própria CNBB. Sobre o falecimento da irmã, o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Evaristo Arns, disse que Zilda "está no coração de Deus". O arcebispo também declarou que a médica tivera uma morte bonita, ainda que surpreendente, pois morreu no cumprimento de uma causa em que sempre acreditou. Zilda residia atualmente em Curitiba, era viúva e deixa cinco filhos.

Imagem: Folha de São Paulo

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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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