Kindle e O Globo formam parceria única na América do Sul




Nesta terça-feira última, 07, a mídia impressa brasileira abriu um precedente que a leva direto ao topo do continente no que se refere ao uso de novas tecnologias: o jornal carioca O Globo lançou a sua versão para o leitor eletrônico Kindle. É o primeiro órgão de notícias a poder ser consumido mediante o uso do dispositivo em toda a América do Sul. A partir de agora é possível ler o jornal inteiramente através do leitor portátil que é o mais popular de sua categoria.

A edição de O Globo no Kindle contém artigos da edição impressa, mas não inclui todas as imagens e tabelas. A comercialização da inserção do conteúdo do jornal no leitor se dará via assinaturas ou pela venda avulsa das edições. O site da Amazon.com, fabricante do leitor, informa que, para a comodidade dos leitores, as edições de O Globo na versão eletrônica serão entregues automaticamente a partir das 5h da manhã, horário local do Rio de Janeiro, pelo sistema wireless.

O Olhar Digital traz o vídeo "Kindle: o livro digital chega ao Brasil" no qual explica tudo sobre a novidade. Dê uma olhada:





Crédito da foto: O Globo

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Muere Mercedes Sosa


"Si se calla el cantor..."

Me siento huérfana. Yo y milones de personas más por aquí y por allá. La que era mucho más que una cantante era de hecho la representante en grado máximo de Sudamérica. Esta mujer, que desangró con las heridas expuestas de nuestros peores años, denunciaba en español las atrocidades de todo un continente. Yo crecí en esta época, aunque la haya comprendido mucho después, y fue con la voz de Mercedes Sosa que aprendí a ser sudaca. El espejo más que honrado.

La Negra se calló, por fin. No diré que haya cumplido lo suyo, con tanto porvenir, siempre encontraba una manera de decir más. Sí, estamos solos. Se calla la propia Pacha Mama. De mi parte, no lo alcanzo con palabras. Me recuerdo sola en mi habitación y esa voz que me hacía bajar la cabeza en silencio para no perder ni siquiera un respiro, este momento intenso se tradujo cuando la vi en persona. Mercedes emanaba alma. Un corazón entero delante de la vida. Divina.

Que las nuevas generaciones también puedan encontrar en la obra de Mercedes Sosa su reflejo y que su voz les recuerde de todo de lo que estamos hechos.

Gracias, Negra.

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Aquí se habla español

Rio 2016: Os Jogos Olímpicos serão no Brasil e a resposta que Flávio Prado merece


Durante a tarde de hoje, a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Em meio às comemorações e ao orgulho inflado de tantos brasileiros que conseguem ver na oportunidade de sediar os maiores jogos esportivos do planeta também uma chance de mudança social está o jornalista Flávio Prado da TV Gazeta, jogando um balde de água fria dos mais pessimistas na vitória nacional. Não é novidade para ninguém desse país que muito provavelmente haverá mau uso do dinheiro destinado às Olimpíadas. Por outro lado, não deixa de ser novidade que ter um espírito derrotista e culpar razões históricas para a má gestão do dinheiro público desde os tempos da colônia não leva a lugar algum.

O jornalista Flávio Prado, apresentador do Mesa Redonda, na TV Gazeta

Em resposta ao colega jornalista, por quem tenho a maior admiração, diria: Flávio, sim, temos mais uma vez a chance de fazer a diferença nesse país. Sim, muito provavelmente, esse dinheiro será mal gasto e sim, talvez as obras atrasem e ouviremos falar muito da incompetência e ladroagem administrativa que tomará conta do processo. O que você sugere, então? Você teria o mesmo empenho que teve ao dizer "coitado do Brasil" de forma tão derrotista para propor uma solução? Você, com uma carreira de tanto sucesso no jornalismo esportivo televisivo brasileiro, seria capaz de propor uma forma de combatermos esse mal que se anuncia?

Prezado colega, já conhecemos o problema de cor e também gostaríamos de ter a chance de duas coisas, nesse dia tão festivo: a primeira, poder comemorar a vitória da candidatura do Rio em paz e a segunda, ter um pouco de esperança que aqui, se não desistirmos, somos ainda capazes de tentar melhorar a forma com que lidamos com problemas crônicos da gestão pública e aspirar por um futuro melhor.

Assim como você, eu também sou uma jornalista apaixonada por esportes e, a exemplo da minha solitária cobertura própria dos Jogos Olímpicos de Pequim, feita nesse blog (e que teve até uma certa repercussão pela blogosfera), mais uma vez estarei com o coração na boca em 2016 quando a competição começar e, nessa ocasião, feliz em dobro pela realização do evento aqui e pela chance de poder cobri-lo in loco. Não é hora de dizer o que vai dar errado, até porque todos nós já sabemos. Devíamos sim gastar as mesmas energias tentando pensar em formas de denunciar e combater esses hábitos perniciosos, além de motivar os espectadores a agirem como cidadãos e ajudarem na fiscalização e bom uso da verba destinada. É até triste, pois fica aquela impressão de uma frase um tanto nociva, disseminada entre nós que diz que "brasileiro não pode ver o sucesso de outro brasileiro".

Espero, por fim, que você tenha noção do quanto é inútil esse tipo de parecer, ainda que tenha todo o direito de fazê-lo. Hoje, além de não ser dia para isso, já que teremos sete anos para ficar de olho, é hora de nos sentirmos contentes por estarmos no Brasil e termos o maior evento esportivo do mundo acontecendo por essas bandas. Ter a chance, única para a grande maioria da população brasileira, de ver de perto os heróis olímpicos e vibrar com eles por seus feitos. É hora de ser um pouco mais verde-amarelo e ficar feliz pelo Rio que representa essa nação inteira. E digo mais, tamanha a indignação que fiquei ao escutar as suas palavras: se você já desistiu de exercer os seus deveres e direitos de cidadão dessa terra, existe uma boa parcela de nós (eu, inclusive) que pretendemos denunciar e cobrar dos políticos por cada passo mal dado em relação a administração financeira do evento. Ao contrário do que você propôs e apesar da nossa condição histórica, não pretendo somar-me ao grupo dos derrotistas que espera que esse país seja jogado no lixo.

Parabéns ao Rio por ter conseguido sagrar-se como sede das Olimpíadas de 2016 e vamos para a festa, porque hoje, mais uma vez, estamos debaixo dos holofotes e a nossa conhecida alegria é o que o mundo espera ver.




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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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