De qual Michael Jackson você vai se lembrar?



I just can`t, I just can`t, I just can`t control my feet...
Ninguém conseguia. Nem eu mesma, sozinha na sala de casa, com o som nas alturas, conseguia controlar os pés no alto da minha infância. Criança sabe das coisas e era ouvir os primeiros acordes de Blame it on the boogie e eu enlouquecia. O Michael Jackson que fica para mim é o desse tempo, em que a música era a força motriz de tudo. Music and him.

Mas e você? De qual Michael Jackson vai se lembrar? As opções são tão múltiplas quanto complicadas. Do garoto prodígio, mega talentoso da década de 70, que ofuscava os irmãos no palco e não deixava dúvidas quanto a quem era a galinha dos ovos de ouro da família, até o adulto seriamente perturbado sem o controle de si mesmo, Michael se reinventou uma e muitas vezes. Sempre pelo motivo errado. Se antes foi a vítima, empurrada pela figura paterna, de quem afirmou o próprio Michael, em 2003, sofrer "abusos" (entenda-se: o pai batia nele e nos irmãos, se erravam os passos das coreografias dos sucessos dos Jackson 5) e, por conseguinte, fez com que o garoto, ainda na primeira idade, percebesse que o talento inato poderia trazer alguma estrutura à família, conforme crescia, Michael aprendeu a usar bem a máquina do show biz a seu favor e transformar-se em um super pop star, gerando cifras astronômicas com recordes de vendas de discos.

O que mais rendeu em toda a história da indústria fonográfica, Thriller, atingiu a casa das 109 milhões de cópias vendidas. Aliada ao gigante lucro fonográfico, toda a estrutura comercial sempre esteve a sua disposição: concertos gigantescos pelo mundo, videoclips de vanguarda com o melhor da produção cinematográfica, as melhores cabeças dirigindo tudo, entre elas, seu inseparável amigo, o mítico produtor Quincy Jones.

Michael sempre teve de tudo, de sobra e a megalomania era servida no café da manhã. Para uma criança pobre, vinda de um lar necessitado, com mais oito irmãos na cola do seu sucesso, não era de se estranhar que Michael crescesse perturbado. Aliás, crescer era o tema. Ele se recusava. O mito de Peter Pan e a Terra do Nunca foram incorporados à realidade prática do quotidiano do artista. Michael era irrefreável e sabia manipular com o dinheiro: quem diria não ao maior astro do pop?

Numa proporção inversa, conforme as bizarrices aumentavam, diminuia a produção musical e a qualidade daquilo que o consagrou: o swing, o beat, a voz, a dança e o carisma poderoso no âmbito que dominava melhor: a música. Quando Michael era o artista, sabia muito bem o que fazer, não havia olhares fugidios às câmeras ou escondidos atrás dos óculos, nem um bando de seguidores, tão freak quanto ele mesmo, lado a lado com o artista, à espera dos milhões que podiam cair do bolso a qualquer instante. Esses "anônimos", geralmente pessoas muito jovens, inclusive crianças, também renderam bons episódios lamentáveis na vida do cantor. Inocentado da acusação de abuso sexual, a sombra da dúvida nunca deixou de permear a sua carreira.

Já no final da década de 90, o declínio artístico de Michael Jackson começou a se fazer presente. Sua última produção
Invincible (10 milhões de cópias), de 2001, não se equipara nem de longe ao sucesso financeiro do estrondoso Thriller (1982) ou da qualidade musical presente nos tempos de ouro dos The Jackson 5. De lá pra cá, tudo o que se soube foram escândalos atrás de escândalos e os fãs do mundo todo se perguntavam se algum dia teriam de volta o garoto brilhante que encantou o mundo com sua voz doce e seu moonwalk. Não deu tempo. Como sina, Michael morreu jovem e sem direito à grande volta à ribalta. Cobrança da vida. Blame it on the boogie.

Nesse exato momento, fica difícil imaginar uma trajetória diferente ou mais feliz para o artista. De qualquer maneira, quem mais perdeu nesse 25 de junho foi a própria música e é isso o que o mundo chora. Para mim, fica aquele garoto negro (acredite: ele era negro), de nariz chapado e black power, que me levava aos prantos cada vez que escutava Ben ou I`ll be there. Também fica o moleque encapetado que fazia minhas pernas tremerem até começar a pular ao som de Can you feel it? ou ABC. E para você?

Foto à esquerda: The Michael Jackson Fan Club

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A todas as mulheres que cabem em ti

Para os que não conhecem a minha querida comadre Carla Menegat, uma historiadora de mão cheia, dessas cabeças que esse país tanto precisa, fica aqui o convite para uma visita ao Dos Crimes, Bordados e Vaidades, onde essa prenda linda nos regala com um manancial de conhecimento, simpatia e sabedoria.

Sim, a bruxa Carla é sábia e é no Dos Crimes que essa alma antiga fala conosco.


Vá visitá-la e delicie-se com alguns textos, deixo abaixo dois de sugestão:

- velhos hábitos
- memorável

Só um bocadinho de querência, viu?

Minha amiga querida, nesse 19 de junho, que todas as forças cósmicas se alinhem na tua direção e que um anjo incandescido aponte a sua flecha para o teu destino e o converta em um caminho dourado para todo o sempre. Você é um exemplo de mulher doce e guerreira (o dom máximo do feminino, não é?) e um orgulho para essa tua amiga babona que ama as nossas loucas tertúlias e não vê a hora de explorar algumas igrejas de Minas do teu lado. ; )

FELIZ ANO NOVO!

Beijo carinhoso.

Tua comadre.
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A sombra negra do plágio: O que você faz quando republicam os seus posts sem a sua permissão?


Escondendo a autoria... (Foto: Online Information Literacy)



É sempre o tema mais polêmico da blogosfera. O que fazer quando encontramos nossos preciosos artigos e até mesmo produções de vídeo e imagens postados sem qualquer cerimônia em outros blogs e sites sem a nossa permissão? É válido fazer isso? Mais ainda, é lícito?


Há alguns meses, o BABEL.com publicou um texto sobre direitos autorais na internet e levantou a questão. De acordo com a lei brasileira, plágio é crime passível de punição e a pena se estende aos delitos online. O grande dilema está no argumento de que a difusão desimpedida de conteúdo de terceiros tem seus benefícios e prejuízos. Se, por um lado, o material e até mesmo o site em si ganha visibilidade (visitações e inclusive cliques rentáveis, em alguns casos), por outro, na grande maioria das vezes, passa-se por cima de forma grosseira da menção do verdadeiro autor da obra. O que fazer nesse caso?


Antes de mais nada, respeitar a autoria. É de bom tom e, inclusive ético, dentro dos meios online, citar a fonte e o nome do autor ou autora de determinado material. Viu um texto que gostou? Gostaria que todos lessem? Saiba que divulgá-lo por aí é uma prática muito normal e até incentivada na internet. No entanto, É PRECISO SEMPRE mencionar quem o escreveu, de quem é a imagem, quem produziu o vídeo, etc. E não vale apenas mencionar por alto que não é o verdadeiro autor do conteúdo, PIOR AINDA: deixar que os comentaristas pensem que você o escreveu, quando isso não é verdade. Pingos nos is, amigos, é sempre a melhor política quando se trata de reprodução de material alheio online.


E você? O que opina sobre o assunto? Deixe a sua opinião nos comentários e diga o que pensa.


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Jornalista, paulistana, produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês, que encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Editora-chefe da MasterNewMedia Brasil, editora de conteúdo da MasterNewMedia Español e responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação de Marcos Silvestre. Apaixonada por música, esta ariana morre de vontade de ganhar um Romero Britto bem grandão para pendurar na sala. Mas, na maior parte do tempo, sofre mesmo é de um amor incurável pela vida.

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