2012: O ano da virada

Mais uma, né? Porque viradas, a gente dá a vida inteira. Assim espero.

A exemplo do que fiz no ano passado, vamos lá para a retrospectiva de 2012.


De janeiro a dezembro




Dos anos mais difíceis ever!. Em algum lugar, uma previsão já indicava: "2012 será marcado por grandes batalhas e grandes vitórias, que só acontecerão com muito esforço." Nada seria fácil. Não foi e a luta estava apenas começando.


Talismã





Bem, se você acompanhou o mínimo do que compartilhei ao longo desse ano, sabe: esta bichinha é o anjo que habita minha casa e meu coração. Minha filhota linda e seus muitos lambeijinhos. Lola foi o welcome break de toda a loucura que marcou 2012. Era olhar para o lado e respirar ar puro de novo. Amo...




Força interior



"Por isso uma força me leva a cantar...". Sabe quando você pega a vida pelos chifres, olha nos olhos dela e diz: "eu vou te dominar"? Sempre com a vontade e a permissão de Deus, aprendi que agir é premente. Faça, faça, faça, não espere. A receita é simples: você quer laranja, não plante jabuticaba. A terra não entende diferentemente. Dê, busque, vá atrás, lute, conquiste.






E, enquanto você faz tudo isso, acredite cegamente. Há uma expressão em inglês, geralmente traduzida de modo equivocado, que quer dizer muito mais do que seu sentido literal. "Leap of faith" é aquele salto sem rede de proteção. Mas, não é ao acaso, não é saltar "ao Deus dará". É saltar justamente para as mãos de Deus. Colocar-se ali, expandir o coração e acreditar. Em 2013, desejo que você caia, despenque, sem proteção. Para dentro das mãos de Deus.


Expandir o coração



Ao longo de 2012, biscoitinhos da sorte me enviaram três recados pontuais"Você tem capacidade para ver a verdade maior", "A persistência consegue realizar o impossível" e "Para fazer caber tudo, é preciso aumentar o coração". Os dois primeiros me traziam verdades conhecidas, mas o terceiro foi inusitado. Expandi meu coração. Amei sem reservas a tudo e a todos. Fechei os olhos do julgamento. Simplesmente amei. Como meu Mestre.


Amor



E descobri, de volta, que o amor verdadeiro, de todos, sem reservas, estava me esperando. E ele foi se desfolhando, um a um, pessoa por pessoa, em direção a mim, enchendo meu coração e acabando com aquele fardo terrível da sede do encontro. Da necessidade da busca. Hoje tudo está aqui, em seu lugar.


O Alpha e o Ômega



Tanto tempo ao Seu lado e foi só em 2012 que aprendi a conversar com Ele. Talvez vocês não saibam, mas eu sou doida por Jesus. O cara é ele. É um sentimento tão pleno e tão maravilhoso que prescinde de palavras. E, quanto mais me aproximo das pessoas, mais percebo o quanto Ele habita em seus corações, até mesmo pela vontade que elas têm de tê-Lo ali. Sem você, meu Salvador, eu não teria chegado até este dezembro tão maravilhoso.

Quanto a conversar com Ele, quero compartilhar com vocês o que aprendi. "Ninguém vem ao Pai senão por mim", disse Jesus. Mas, esta ariana teimosa fazia tudo errado. Eu pedia a Deus diretamente. E brigava com Ele o tempo todo. "Parece judia! Judeu é quem briga com Deus", dizia minha querida Liana Gottlieb, ela mesma uma enviada do Céu na Terra. E foi então que a ficha caiu: "Pede para Jesus primeiro". Tremi na base. E se Deus se melindrasse? Afinal de contas, Jesus é Filho como eu... Resolvi tentar. Eureka!

Agora, só entre nós, #ficaadica: peçam a Jesus primeiro, que Ele interceda junto ao Pai e digam-lhe que sabem que só Ele é capaz. E não se espantem se, em uma noite inesperada, Ele se revelar em sonho, tomar de suas mãos e fizer uma longa caminhada por uma praia ao seu lado, ensinando-lhes coisas das quais vocês não irão se lembrar ao acordar... 


A virada



Passos. Muitos passos. Milhões de passos. Passos resistentes, passos inseguros, passos determinados, passos rápidos... Corri. Aprendi a correr. Descobri que correr - isso mesmo, trocar passos velozes - faz a gente chegar mais rápido, retroceder o relógio, deter o tempo, congelar a ampulheta. O guarda-roupa se abriu inteiro. Tudo o que esperava inerte ali dentro, desconsolado, sem perspectiva, agora passeia largamente pelas ruas de São Paulo. Minhas roupas reviveram. Mas apenas as que escolhi chegaram até esse dezembro. E não será diferente a partir de agora.


O tempo



Fiz as pazes com ele. Descobri que tenho ansiedade, ou melhor, sofria de ansiedade. Antes, ela se manifestava através do meu ex-difícil gênio. Não sou mais difícil. Troquei ansiedade por serenidade. Mais uma lição do AMOR. O tempo já não me torna explosiva. O tempo já não me dá ataques de falta de ar. "Tempo" não mais será tatuado nas minhas costas, em cima de um dos pulmões, como prova de nossa batalha constante. Venci o tempo. Respiro, logo, controlo.


Idas e voltas




Minha maior lição de 2012: nada é definitivo. Acreditem, não há nada que não possa ser revertido. Para melhor, sempre. Absolutamente nada é para sempre. O que você quiser que fique, aja para tal. O que quer que você queira que vá, desapegue-se. E vá. Sempre em frente. O que é seu, volta.


Sem ilusões



Mas, não se iluda: a construção é eterna. É uma vigília constante. O que você conseguiu hoje pode se perder amanhã, se não prestar atenção. Guarda em riste. Cuide, mantenha, evite as armadilhas e sabotagens do cotidiano. Esteja alerta. Sempre.


...

Something in the way she moves... 



De 2013, o ano "em que a vida começa" pra mim, só espero conseguir reverter a dinâmica do meu compasso cronológico e ter um primeiro semestre tão maravilhoso como sempre costumam ser os meses a partir de agosto.

Senhor, graças ao teu Santo Nome por estes 12 meses. Únicos.

Um maravilhoso, inesquecível e excepcional 2013 a todos!

Beijos!

Do tempo


Imagem: Nspimages



Biscoitinhos da sorte: Um caso de serendipidade


São, no mínimo, curiosos os caminhos que o céu encontra para "falar" com a gente. Ultimamente, tem sido através de biscoitinhos da sorte. Essas massinhas de origem chinesa que, geralmente, trazem uma mensagem em seu interior andam me perseguindo como se estivessem mandando recados de verdade. 

Desde que o "incomum fenômeno" começou, no início de setembro, confesso que inverti a ordem de consumo dos itens que chegam no delivery. Não que nunca tivesse lido biscoitos da sorte, mas eles jamais haviam se importado tanto comigo... 

Sinceramente, nem acredito nos supostos poderes proféticos da iguaria. O encadeamento das mensagens tem feito estranho sentido, no entanto. E lembra outras formas de "comunicação" inusitadas que já me fizeram levantar a sobrancelha e pensar: "Sei...". 

Realmente parece que quando chega o momento de as coisas se encaixarem, ou de elas terem força para acontecer, tudo conspira para que o enredo se sustente, tome corpo, parafraseando Caetano. É como se um batalhão, invisível ou não, garantisse que tudo saia como deve sair. 

E aí, me lembrei da mensagem do primeiro "bilhetinho" da série: "Você terá uma surpresa agradável." Ele veio exatamente no dia em que despejava lamúrias aos olhos de um amigo, que me lia com a paciência e o carinho que só aqueles que nos querem bem têm. Bateu forte. E, como num passe de mágica, uma sequência de "surpresas agradáveis" foram se desenrolando, dia-a-dia, até aquele aguardado momento. The serendipity moment.

"Serendipity" é um vocábulo em inglês que, segundo o dicionário Houaiss, corresponde a "aptidão, faculdade ou dom de atrair o acontecimento de coisas felizes ou úteis, ou de descobri-las por acaso". Na verdade, a tradução do verbete para o português é motivo de discussão entre os acadêmicos. A maioria deles parece concordar que a versão mais adequada seria "serendipidade". Algo parecido com o que acontece com "saudade", só que ao contrário. 

Saudade já foi serendipity um dia. Sentimos falta é exatamente daquele desencadeamento que deixa boas marcas em nossas memórias. Aquela surpresa boa, o instante em que o que você tanto pediu, fervorosamente, finalmente acontece. O que parece um "milagre" e não deixa de ser apenas uma evolução dos fatos. Não que milagres não existam. Não que Deus não se valha dos fatos para realizar seus milagres do cotidiano.

O fato em si é que tanta serendipity pode causar ansiedade, crises dela, de modo mais exato. Há uma definição de sorte que diz que ela é a soma da preparação com a oportunidade. Concordo. Mas, às vezes, o desejo é tão grande que, quando se realiza, não sabemos o que fazer com ele por falta de habilidade mesmo, o que acaba resultando em falta de tato, jeito, e a gente se atropela.

Aí vem outro biscoitinho e salva o momento, colocando aquilo que deve seguir de volta à rota de colisão. "Você tem capacidade para ver a verdade maior", "A persistência consegue realizar o impossível" e o que não estava no script: "Para fazer caber tudo, é preciso aumentar o coração". 

Acho que expandir o coração é sempre um bom conselho. Aumentar o amor, a compreensão e, principalmente, diminuir a resistência. Descobrir por que ela existe também é uma boa ideia. E, quando a causa é nobre, quem se intimida? Eu, certamente que não.

Imagem: Ksayer1

A história de Lola ou de como sonhos são possíveis de se realizarem

Ontem, minha bebê fez seis meses. E a segunda parte do título deste post é um enorme chavão, às rédeas da breguice, que também corresponde à verdade, ao que aconteceu de fato. Há exatos 18 meses, tive uma epifania e fiz um pedido aos céus, devidamente repassado a uma única pessoa naquele exato momento. Algo me cutucou e disse: transmita sua mensagem. Na época, lembro-me de ter pensado: tenho certeza de que virá por este caminho, só não tinha a mínima ideia de como.

A epifania em questão, na realidade, nasceu há uns nove anos, quando, em uma feira de filhotes de cães, conheci a Lola. Melhor dizendo, a cachorra que me fez me apaixonar por uma raça até então tão temida que eu jamais pensaria em criar, não fosse o imenso carinho que aquele ser demonstrou por mim à primeira vista.

E eu que não acreditava em amores instantâneos, me vi atirada no chão do local, abraçada a uma bulldog, fazendo cócegas em sua barrigona de todas as formas possíveis. Os bullies para mim, até aquele momento, pertenciam à lista negra das raças de cachorros dos quais eu nem cogitava me aproximar. A ignorância nos leva por caminhos tristes até nos conduzir ao lugar onde espera a luz. E, aquele foi o dia em que até mesmo a aparência carrancuda desses bichinhos se tornou motivo de afeição e ternura.

Assim tem sido com Lola, desde que ela chegou em casa no dia 16 de março deste ano. Desde que comecei a campanha "#euqueroganharaLola e você vai me ajudar", em 29 de janeiro de 2011, com direito a vídeo no YouTube, passaram-se 366 dias, exatamente um ano bissexto, antes de minha bebezona nascer. Lola foi um presente que "exigi" da vida, como uma forma de reparação pelos tantos desencontros difíceis que acabaram por culminar no encaixe certo de todas as coisas. Ela veio no momento certo e de um jeito muito melhor do que eu jamais poderia ter imaginado. Coisas de Deus...

Não posso deixar de mencionar o apoio que tive dos amigos internautas que repercutiram a campanha com tanto ânimo e carinho. A vocês e aos padrinhos de Lola é dedicado este post. Mas ele também vai para aqueles que duvidaram o tempo todo e não tiveram o pudor de esconder sua torcida contra. Minha resposta está roncando aqui do lado, em alto e bom som, neste dia frio. A estas pessoas, para não dedicar-lhes mais linhas do que merecem, desejo apenas que acreditem e tenham fé, como eu fiz.

Agora, quanto aos responsáveis por terem trazido minha Lolota as nossas vidas, a estes eu desejo todo o bem, toda a plenitude e felicidade de realizações que Deus possa lhes encaminhar. Estou falando de meu querido amigo, o professor Marcos Silvestre, e de sua linda família. Foi para ele que enviei aquele e-mail, na esperança de que algum contato de sua rede pudesse ajudar a realizar o sonho de ter Lola.

E o "profe" abraçou a ideia desde o primeiro instante, tanto que conquistou a posição de padrinho por puro merecimento, posto que compartilha com sua filhota Raquel que reivindicou o lugar com veemência e igual mérito. Os queridos Luciane e Alexandre também apoiam a moção com toda doçura do mundo e a prova está abaixo, nestas fotos com a família e sua afilhada, um dia depois de Lola chegar em casa:

Da esquerda para a direita: Raquel, Luciane e Alexandre Silvestre

E o "tio Marcos" com a bebezona

E aqui está ela, toda grandona, alguns meses depois deste encontro:



Sim, eu sei, ela é linda. É uma artista também. Passa o dia entre uma arte e outra (infame...). Lola é um desses presentes que Deus, com Sua mão generosa, resolve nos dar e, de repente, a vida melhora. E a mim só me resta agradecer e retribuir, cuidando do meu monster baby com todo amor do mundo. Mas, se Ele pensa que eu vou parar de pedir...:D


The strangers we love


How long does it take to be in love? The moment of a glance, the second of a smile as the answer to all the years of waiting... Love can be by the corner, it won't choose a specific spot, over an "X" sign, where you can safely land your feet and let yourself go. There's little certainty to love and lots of letting go. Unpredictedbly, recipe free, with no control.

Just today I was reading about one of these matrimonial agencies that bills you with a high amount so you can have your data inside their system, waiting to be crossed with a perfect match. They even say that their service is not only after matching people at random, they do offer the help of a highly trained team of experts in psychology and human behavior to guarantee your match is the one that's perfect.

There are some "buts", though. The agency owner says that once a partially balded man looked for her and she discouraged him to waste his money on her services. "Either you go completely bald or make a hair transplant". Apparently, he wasn't suited to belong to her lists, not even paying the $2,000 the service generally costs. To her expert diagnostic, as a so-called reknown psychologist, this man's hair didn't make him suitable to love.

I "tend to disagree" when it comes to matters like this one. Maybe the hair does play a part in the love process. Maybe it also feels love, just like the heart, the brain, the hands, the feet and every other little molecule that forms our body. Maybe even the spiritual body has hair and they both feel love because there's a chance that one little hairless spot on that man's scalp is the one item that triggers some woman's love for the whole rest of him.

I was really appalled by what I read. Anyway, wondering apart from it all, what really matters is that when you feel, you feel it. When you don't, no golden locks, as wonderful as they can be, will make your heart start pounding. And for the ones who went past whatever "imperfections" their looks imposed on them and found a true heart that could feel alike out there, BABEL.com would like to dedicate this song. To our loved ones, who one day were nothing but strangers.




Image: Melinda Nagy

4 anos de Babel.com!




Amigos, o Babel comemora, neste 24 de março, quatro anos de existência. Desde que finquei minha bandeira na blogosfera, naquela abençoada segunda-feira de 2008, não posso expressar o quanto este blog tem modificado minha vida para melhor.

O Babel.com nasceu com o objetivo de ser uma vitrine digital para o trabalho que eu desenvolvo, como jornalista multimídia, produtora de conteúdo multilíngue, função que tem cumprido como eu jamais poderia ter imaginado. E é por isso que este blog não poderia ter outro direcionamento senão o de ser multi: agregando múltiplos temas, múltiplas opiniões de gente tão variada como sua própria razão de ser.

É a vocês, amigos e leitores do Babel, que dedico cada linha deste blog, totalmente autoral, no qual assino devidamente minha versão web 2.0. Já são quase 1500 dias de interação direta com vocês e reitero meu compromisso de que este espaço continuará sempre ocupando seu lugar no reino mágico das publicações online.

Que vengan otros 4! Ad infinitum.

Mes meilleurs remerciements a vous,

Letícia Castro.

Imagem: Dreamstime, com mashup de Letícia Castro.




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Quem sou eu

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Jornalista de São Paulo, formada pela PUC-SP. Tem pós-graduação em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero. É produtora de conteúdo em português, inglês, espanhol, italiano e francês e encontrou na Web 2.0 o meio mais propício para se proliferar. Durante quatro anos, fez parte da equipe do mítico blogueiro italiano Robin Good, como editora da MasterNewMedia, versões em português e espanhol. É responsável integral pelo BABEL.com. Assessora de comunicação do economista Marcos Silvestre, edita e administra o site http://www.oplanodavirada.com.br. Apaixonada por música, tem um Romero Britto bem grandão pendurado na sala. Na maior parte do tempo, esta ariana sofre mesmo é de um amor incurável pela vida. Seja bem-vindo!

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